segunda-feira, 14 de maio de 2012 0 comentários

Seleções - Clarice Lispector

Agora preciso de tua mão,
não para que eu não tenha medo,
mas para que tu não tenhas medo.
Sei que acreditar em tudo isso será,
no começo, a tua grande solidão.
Mas chegará o instante em que me darás a mão,
não mais por solidão, mas como eu agora:
Por amor.
Clarice Lispector


Mas tantos defeitos tenho. Sou inquieta, ciumenta, áspera, desesperançosa. Embora amor dentro de mim eu tenha... Só que não sei usar amor: às vezes parecem farpas...
Clarice Lispector


"Abro o jogo!
Só não conto os fatos de minha vida:
sou secreta por natureza.
Há verdades que nem a Deus eu
contei. E nem a mim mesma. Sou
um segredo fechado a sete chaves.
Por favor me poupem".
Clarice Lispector

Saber desistir. Abandonar ou não abandonar — esta é muitas vezes a questão para um jogador. A arte de abandonar não é ensinada a ninguém. E está longe de ser rara a situação angustiosa em que devo decidir se há algum sentido em prosseguir jogando. Serei capaz de abandonar nobremente? Ou sou daqueles que prosseguem teimosamente esperando que aconteça alguma coisa?
Clarice Lispector
terça-feira, 8 de maio de 2012 0 comentários

QUANDO PENSO EM VOCÊ




Quando penso em você
penso num passado
que não existiu,
presente apagado,
futuro sem futuro,
amor impossível, outra recaída,
lágrima caída, perdida,
amor negado, venceu a razão;
Quando penso em você
fico assim...
Mole, mole, parece que alguém
buliu dentro de mim.

ANDRADE JORGE
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Nefasto - O Princípio do Fim

                             I


            Já passavam das 15hrs, a chuva tinha aparecido com aspectos silencioso e assustador, algo passava em sua mente, mas, mesmo lúcido, os pensamentos lhe fugira deixando-lhe com o branco, e o mal presságio, talvez tivesse se acostumado ao incômodo, tinha vertigem, que lhe acompanhara desde os 12 anos, porém, não estava como agora, diferente, meio que incomum, enfim, algo vibrava no seu bolso, seu novo Concept 10, agora ensopado pela
chuva, Pedro atendera.  Após isso apenas notava-se a palidez que tomou sua pele já branca, seus olhos procuravam algo em meio a chuva , bem como suas mãos buscavam algum apoio, a escuridão apossou-se de suas vistas, e nada mais viu.

                                             

          
            Era tarde, mesmo sem seu celular percebera que a lua já estava no céu, e, ao encontrar o celular, lembrara que a notícia tinha sido real, sua mãe de criação estava morta, resistira a um assalto e fora baleada 3 vezes, um dos tiros acertou fatalmente o coração, Pedro olha para o céu, o mesmo que a pouco tinha presenciado sua queda em meio a chuva, e põe-se a pensar, não era possível que desgraças acontecessem uma após a outra, seu relacionamento com Heloísa havia acabado a alguns dias, e, por razões desconhecidas,a mesma  havia sumido, mudou-se para Sevilla talvez, onde morava aparte de sua família, ou apenas não quis encontra-lo mais, não importa, o fato é que Pedro estava sem rumo, e sua esperança jogada ao vento.




 

                                                 
 
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